|
Seu corpo é você, você é seu corpo. Olhe para o seu corpo e veja o que vem
fazendo com ele. Como vem se relacionando com ele. Como cuida dele? Como ele está
se comportando? Apresenta sintomas (doenças, dores, incômodos?) Ao olhar para
ele, qual a mensagem que ele está tentando passar? Você está assustado?
Parece que carrega algo? É triste? Aparenta sentir ódio? É distante? É
compactado? É alegre? É feliz?
A partir das respostas a essas perguntas, podemos começar um diálogo mais próximo
com o nosso corpo. Compreendendo-o, escutando-o, percebendo-o, cuidando dele e,
principalmente, amando-o.
A massagem nos dá essa possibilidade.
ENERGIA
E VIVÊNCIAS
A quantidade de energia que uma pessoa tem e como a usa determinarão as
suas respostas a situações e vivências.
A maneira como um paciente mantém e movimenta seu corpo, mostra como ele
se comporta ou lida com as pessoas e também que fantasias desenvolve. Por
exemplo: uma pessoa em depressão tem seu corpo curvado, caído, sem energia; é
desanimado, os ombros estão para frente, as costas estão redondas, os olhos caídos
e o olhar sem vida, a pele amarelada, quase branca, a região peitoral parece
afundada, a pélvis fica retraída; as pernas fracas e vulneráveis; a voz sai
com dificuldade e o tom abafado.
O
corpo é afetado pelos estímulos externos e pelos processos mentais internos, e
ambas as funções, somáticas e psíquicas, dão forma aos relacionamentos.
Quanto mais vitais somos, mais poderemos tolerar um grau maior de excitação em
nossa vida diária e no sexo.
Aumentaremos ainda mais a capacidade de sentir prazer, se trabalharmos na
análise dos conflitos reprimidos e na liberação da expressão dos
sentimentos, e se, ao mesmo tempo, trabalharmos na dissolução das tensões e
dos bloqueios musculares. É esse o trabalho da Terapia de Análise em Bioenergética.
COMO
CRIAR ENERGIA?
Através da alimentação!
Quando pensamos em alimentação e nos alimentos, logo nos vêm ao
sentido a condição de prazer, que nos é representada pelo gosto que sentimos,
pela apresentação de cada alimento particular, pela sensação de assimilação
e de bem-estar na digestão. Mas, neste ponto, encontramos a diferença entre
“comer” e “alimentar-se”. Pois quando a alimentação é feita da forma
correta, nos são proporcionados consciência e equilíbrio e temos como conseqüência
a saúde.
É importante resgatar a consciência de que o alimentar-se é a
transmutação de uma espécie e outra, e que isso é o próprio desempenho da
ordem do universo.
Os antigos mestres orientais tomavam a natureza como um campo de pesquisa
em que os movimentos naturais estabelecem o universo como um todo, e este é
mantido dinâmico e vivo graças à harmonia de cada componente. Para viver de
acordo com essas considerações é necessário que compreendamos a nossa
energia cósmica e a nossa presença integral no universo.
A energia a que nos referimos foi chamada de “KI” pelos chineses e de
“Prana” pelos hindus. E essa energia tem para o ser humano três fontes
principais de manutenção, além das duas primordiais ou anteriores ao nosso
nascimento:
1ª
Fonte – Macrocósmica (primordial) – É a essência da vida (energia)
macrocósmica em que as leis de força Yin (centrífuga) e Yang (centrípeta)
regem o universo, atuando assim, sobre o microcosmo, o ser humano;
2ª
Fonte – Ancestral (primordial) – Corresponde à herança genética que
nos é reservada no momento da concepção. O encontro do sêmen (Yang) com o óvulo
(Yin);
3ª
Fonte – Respiratória (manutenção) – Atividade respiratória que se
refere a captar, armazenar, utilizar e rejeitar resíduos de energia que está
contida no ar atmosférico e a relação com o meio ambiente;
4ª
Fonte – Alimentar (manutenção) – Corresponde à assimilação da
energia contida nos alimentos que ingerimos e que deve ser absorvida,
armazenada, utilizada e reciclada de forma harmoniosa para o equilíbrio dos ser.
5ª
Fonte – Interpessoal (manutenção) – É a troca interpessoal com os
demais seres humanos que nos circundam e a troca entre seres da mesma espécie.
Crescemos e nos conhecemos quando entramos em contato com os outros, pois é na
relação a dois que iremos conhecer quem somos.
Para
que compreendamos a importância dessas fontes, é fundamental a harmonis na
utilização dos seus recursos, percebendo como são fundamentais os atos de
respirar, alimentar-se e relacionar-se, utilizando dessas fontes em conjunto,
requerendo, de cada uma, a sua cota normal, sem excessos ou faltas, podendo,
assim utilizar ciclos da natureza, a energia vital que se pode adquirir com cada
uma delas e aguçar o seu intuitivo para que elas possam ser manifestadas de uma
forma harmoniosa e equilibrada. Assim sendo ao olharmos um corpo deveremos também
fazer a leitura de sua energia, mobilidade, funcionalidade e capacidade de
expressão. Um corpo apresentando tais condições significa que poderá viver
muitos anos com saúde e com energia de criança.
Francisco
de Assis da Silva Pinto é Pedagogo, Psicólogo clínico com Especialização em
Análise Bioenergética, terapeuta corporal de adultos e crianças. É filiado
à Sociedade Brasileira de Análise Bioenergética (SOBAB) e ao The
Internacional Institute for Bioenergetic Analysis, de New York.
Voltar
|